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Mundo

Obama promete pôr fim a "cômoda relação" entre petrolíferas e reguladoras

Arquivo Geral

14/05/2010 15h21

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje pôr fim à “cômoda relação” entre as companhias petrolíferas e os organismos oficiais reguladores.

Obama se reuniu hoje com a equipe governamental responsável por cessar o vazamento de petróleo no Golfo do México, após o qual fez um discurso para a imprensa no Jardim da Casa Branca.

O presidente americano, claramente zangado, advertiu que a situação pode se tornar “catastrófica” e se declarou “irado e frustrado” pelo comportamento das companhias petrolíferas.

Obama se referiu aos recentes comparecimentos no Congresso dos responsáveis pelas petrolíferas envolvidas no caso – a British Petroleum (BP), a Transocean e a Halliburton – sobre o derramamento, algo que qualificou de “espetáculo ridículo”.

“Não tolerarei mais irresponsabilidade ou que a culpa continue sendo jogada nos outros”, disse o presidente, que ressaltou que “grande parte tem que ser dividida”.

Obama assegurou que o Governo também compartilha parte da culpa pelo desastre, por ter tolerado durante tempo demais a “cômoda relação” entre as petrolíferas e os organismos reguladores.

Essa relação, segundo ele, permitiu que as companhias petrolíferas recebessem autorização para perfurar sem as garantias necessárias, baseando-se apenas nas promessas de utilizarem métodos seguros. A partir de agora, a norma será “confiar, mas comprovar”.

“Vi com meus próprios olhos a ira e a frustração de nossos concidadãos no litoral” do Golfo do México afetados pelo derramamento. “É uma ira e uma frustração que compartilho como presidente”, ressaltou.

Obama disse que, atualmente, a prioridade principal é conter o vazamento do poço a mais de 1.500 metros de profundeza.

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