O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira que seu país manterá os esforços para desenvolver uma “relação cooperativa” com a China.
“Buscaremos mais oportunidades para a cooperação com Pequim, incluindo uma maior cooperação entre nossos militares para promover o entendimento e evitar as incompreensões”, disse Obama em discurso perante o Parlamento australiano em Canberra, onde se encontra para uma visita de um dia e meio.
Ao mesmo tempo, o presidente americano ressaltou que seu país continuará tratando com Pequim “com franqueza” sobre a importância de observar as normas internacionais e respeitar os direitos humanos do povo chinês.
Neste sentido, ele lembrou: “alguns direitos são universais, entre eles a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, de reunião, de religião e os direitos dos cidadãos a escolher seus próprios líderes. Não são direitos americanos, ou australianos, ou ocidentais. São direitos humanos”.
Obama se encontra na Austrália para uma viagem pelo Pacífico asiático na qual tenta promover a liderança de seu país na região, tendo os chineses em um papel de antagonistas em alguns momentos.
Durante a primeira etapa de sua viagem, na cúpula do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec), encerrado no domingo em Honolulu, Obama pediu à China que cumpra “as regras do jogo” e que assuma suas responsabilidades.
Concretamente, se referiu à necessidade de flexibilizar a cotação do iuane, de respeitar a propriedade intelectual e de oferecer às empresas estrangeiras as mesmas oportunidades que as estatais.
Também em Honolulu, o presidente promoveu um acordo comercial para a região, conhecido pelas siglas TPP, do qual, por enquanto, os chineses não farão parte.
Na Austrália, Obama anunciou um acordo para a presença de um contingente que chegará aos 2,5 mil soldados no norte do país, em uma iniciativa que se viu como uma resposta, entre outras coisas, à crescente instabilidade no mar da China Meridional devido às disputas territoriais que Pequim enfrentou neste ano com Manila e Hanói, algo considerado “inadequado” pelos chineses.
“Buscamos economias abertas e transparentes. Buscamos um comércio livre e justo. E buscamos um sistema de comércio internacional aberto, onde as regras de jogo estejam claras e todos os países as respeitem”, disse Obama em seu discurso.