O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pensou “muito seriamente” em escolher sua atual secretária de Estado, Hillary Clinton, como sua candidata à Vice-Presidência.
É o que revela seu diretor de campanha, David Plouffe, em seu livro de memórias “The Audacity to Win” (“A Audácia para Vencer”, em tradução livre), que começa a ser vendido em novembro, mas teve trechos publicados hoje pela revista “Time”.
O livro fala sobre a vitoriosa campanha eleitoral de Obama em 2008. Nele, Plouffe revela que, na primeira reunião para escolher o candidato à Vice-Presidência, “Obama claramente pensava em Hillary Clinton mais seriamente do que tínhamos pensado”.
Segundo o então candidato democrata, Hillary tinha “a inteligência, a disciplina, a tenacidade” entre seus pontos fortes, mas o fato de ser casada com o ex-presidente Bill Clinton o demovia da ideia.
De acordo com o livro, Obama temia que, com Hillary como vice-presidente, “poderia haver mais de duas pessoas em nossa relação”.
Segundo Plouffe, nem ele, nem o principal estrategista da campanha de Obama, David Axelrod, eram “devotos da opção Hillary”.
“Víamos seus evidentes pontos fortes, mas pensávamos que haveria muitas complicações, antes e depois das eleições”, aponta o autor.
Desde o início, revela o diretor de campanha, “recebemos muitíssimos conselhos de muitos de seus simpatizantes para que a selecionássemos”, embora esses conselhos “talvez pudessem ser mais bem descritos como uma pressão sutil”.
Por fim, a lista de candidatos se reduziu para três nomes: o senador Evan Bayh; o governador da Virgínia, Tim Kaine; e o senador Joe Biden.
Kaine, amigo de Obama, foi descartado por não ter experiência em política externa. Na decisão final entre Bayh e Biden, o atual presidente decidiu por este último.