O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje que os países redobrem seus esforços e a colaboração contra a mudança climática, pois “não pode haver paz” sem que se assuma a responsabilidade da conservação do planeta.
No primeiro discurso de seu mandato perante a Assembleia Geral da ONU, Obama disse que “o perigo representado pela mudança climática não pode ser negado.
“Nossa responsabilidade de enfrentá-la não pode ser adiada”, afirmou o líder, que destacou que “os dias em que os Estados Unidos arrastavam os pés neste assunto acabaram”.
A responsabilidade recai tanto nos países ricos, “que tanto fizeram para destruir o meio ambiente no século XX”, quanto nas nações em desenvolvimento e “nos emissores de dióxido de carbono que mais crescem e que podem fazer mais para reduzir sua poluição sem prejudicar seu crescimento”.
“A menos que todos nós avancemos juntos, não poderemos chegar à meta”, disse Obama, após reconhecer que é difícil tomar medidas em meio a uma recessão global.
“À medida que nos aproximamos de Copenhague (sede da conferência sobre o tema, em dezembro), vamos decidir nos estabilizar no que cada um de nós pode fazer pelo bem de nosso futuro comum”, disse o governante americano, que já tinha se manifestado em termos parecidos em seu discurso ontem na cúpula sobre mudança climática da ONU.
Até o momento, a conquista de um acordo foi complicada pela resistência dos países em vias de desenvolvimento, e especialmente da Índia e da China – duas das nações que mais produzem gases poluentes -, em adotar metas para a redução de emissões.
O presidente da China, Hu Jintao, anunciou nessa cúpula que seu país fará um “notável” esforço para reduzir o dióxido de carbono e combater a mudança climática, e pediu aos Estados mais desenvolvidos que garantam às nações mais pobres acesso a novas tecnologias e financiamento.