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Mundo

Obama pede ideias para gerar mais emprego

Arquivo Geral

03/12/2009 0h00

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje “todo tipo de boas ideias” para promover a geração de empregos no país, onda 10,2% da população economicamente ativa está sem trabalho.

Obama participou de um fórum para a criação de empregos na Casa Branca. Entre os convidados, estavam empresários de grandes e pequenas empresas, acadêmicos, sindicalistas e analistas financeiros.

O presidente afirmou que o desemprego de longa duração é algo que “causa um grande dano e que afeta pessoas em todo o país”.

Apesar de os EUA terem começado a se recuperar da crise econômica que explodiu no ano passado, o desemprego continua crescendo em todo o território. “Muitas empresas ainda têm medo de começar a contratar, outras querem fazer render a produtividade de um número reduzido de empregados”, destacou Obama.

De acordo com o presidente, o Governo assumiu um “papel claro” ao criar condições para a retomada do crescimento econômico. Como exemplo, ele citou medidas como o plano de estímulo aprovado em fevereiro, de US$ 787 bilhões.

No entanto, ressaltou Obama, no fim a criação de empregos ficará a cargo do setor privado. “Não temos dólares públicos suficientes para preencher o vazio de dólares do setor privado decorrente da crise”, destacou o governante.

O chefe de Estado acrescentou que “só quando o setor privado começar a investir de novo, quando as empresas começarem a contratar de novo, quando o povo começar a gastar de novo é que veremos o tipo de economia que queremos”. “É assim que medimos uma recuperação de verdade”, acrescentou.

Obama anunciou o fórum de hoje há três semanas, depois do anúncio que o desemprego nos EUA havia chegado a 10,2%. Esta taxa é a maior nos últimos 26 anos, e os economistas acham que ela pode subir ainda mais.

Amanhã, o Departamento de Trabalho deve anunciar os números do desemprego referentes a novembro. A expectativa é que a taxa permaneça acima de 10%.

Em outubro, a economia teve uma perda líquida de aproximadamente 190.000 postos de trabalho. Para novembro, os analistas calculam uma perda de 75.000 a 160.000 empregos.

Segundo dados do Governo, as demissões nos EUA perderam impulso nos últimos cinco meses. Com base nisso, o consenso dos analistas é de que, em novembro, provavelmente 100.000 pessoas foram demitidas.

Aos presentes no fórum, entre os quais estavam representantes de empresas como Google e FedEx, além de pequenos empresários, sindicalistas e prefeitos, Obama pediu “perspectivas distintas e ideias novas”.

“Estou aberto a todo tipo de ideias comprovadamente boas. E quero dar todos os passos de modo responsável para acelerar a criação de emprego”, ressaltou.

“Busco recomendações específicas que possam ser colocadas em prática e que estimulem a criação de emprego o mais rápido possível”, acrescentou.

Alguns convidados ficaram satisfeitos com “a autêntica intenção do Governo de entrar em contato com a comunidade empresarial”, como a empresária de Chicago Penny Pritzker.

Outros, como o pequeno empresário Charles Whittington, da transportadora Grammer Industries, declararam que a Casa Branca precisa se “comunicar melhor com as trincheiras”, porque o dinheiro procedente do plano de estímulo em muitos casos está parado por questões burocráticas locais.

Obama anunciou uma viagem pelo país exatamente para ouvir em primeira mão as preocupações e as ideias sobre o desemprego fora de Washington. Sua primeira parada será amanhã, em Allentown (Pensilvânia).

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