O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, encontrou tempo hoje, entre suas conversas com as autoridades chinesas em Pequim, para um rápido percurso pela Cidade Proibida, a residência das antigas dinastias imperiais.
Obama, que de manhã em sua reunião com o presidente da China, Hu Jintao, tinha luzido um tradicional terno escuro e gravata, trocou de roupa para a ocasião e vestia uma grossa jaqueta com forro de pele.
Com as mãos nos bolsos para protegê-las do intenso frio pequinês, onde hoje se registravam temperaturas em torno dos dez graus abaixo de zero, o presidente americano percorreu os diferentes pátios do imenso complexo, enquanto o diretor do monumento, Zheng Xinmiao, lhe explicava cada pavilhão.
Acompanhavam ao líder americano altos funcionários como seu principal assessor político, David Axelrod, e seu porta-voz, Robert Gibbs.
Obama pôde admirar assim o Jardim Imperial, a Porta da Pureza Celestial ou a Sala da União e a Paz, até chegar ao Pátio da Obediência Leal e a Porta da Contínua Harmonia, onde assinou no livro de visitantes distintos.
O presidente se declarou admirado pela “magnificência” do lugar e expressou seu desejo de retornar com suas filhas, Malia, de onze anos, e Sasha, de oito, a uma residência imperial que descreveu como “espetacular”.
Sede do poder na China de 1416 a 1911, quando abdicou Pu Yi – o último imperador – e lar de 24 imperadores, a Cidade Proibida, que abriga 800 edificações, é o major complexo palaciano do mundo e foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.