O senador democrata Barack Obama disse hoje que manterá sua oposição ao Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia, ask poucos dias depois que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu ao Congresso que aprove o acordo.
“A violência contra os sindicatos na Colômbia ridicularizaria as mesmas proteções trabalhistas que insistimos em que sejam incluídas nesses tipos de acordos”, ressaltou em um comício eleitoral na Filadélfia reproduzido hoje no jornal “The Wall Street Journal”.
Hillary Clinton, a adversária de Obama na luta pela candidatura presidencial democrata, também se opõe ao TLC com a Colômbia.
As declarações de Obama foram depois que Bush pediu ao Congresso na segunda-feira para aprovar as leis pendentes, que descreveu como “prioridades vitais”, entre as quais destacou o pacto comercial com a Colômbia.
O discurso do senador por Illinois na Pensilvânia ocorreu na convenção anual da confederação de sindicatos dos Estados Unidos AFL-CIO.
Os sindicatos americanos se opuseram ao TLC com a Colômbia devido, em parte, à preocupação com a morte de sindicalistas nesse país.
A Casa Branca assinou o TLC com a Colômbia em novembro de 2006, mas não conseguiu a ratificação do Congresso, de maioria democrata, que rejeita o acordo por alegar que o país sul-americano não fez o suficiente para impedir o assassinato de líderes sindicais.
O presidente americano manifestou sua intenção de submeter o acordo à votação do Congresso este ano.
Ileana Ros-Lehtinen, líder dos republicanos no Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes, pediu hoje em declarações perante o plenário da Câmara a aprovação do convênio comercial.
“Enquanto um ditador tenta desestabilizar nossos aliados na América Latina e outros tiranos continuam enfraquecendo as democracias regionais, este Congresso deve apoiar nossos aliados na América Latina. Uma forma clara de fazer isto é aprovando o TLC com a Colômbia,” disse Ros-Lehtinen.
“Se o Congresso não agir para aprovar o TLC com a Colômbia, poderíamos entrar em uma era de instabilidade e desconfiança entre os Estados Unidos e nossos aliados neste hemisfério,” concluiu.