Os pré-candidatos democratas à Casa Branca, medications Barack Obama e Hillary Clinton, assim como o republicano John McCain, exigiram hoje do Governo de Cuba a libertação de todos os presos políticos e uma transição rumo à democracia, após a renúncia de Fidel Castro como chefe de Estado.
Em seus respectivos comunicados, os três senadores americanos disseram que a atitude de Fidel é um “primeiro passo” que chega com “quase meio século de atraso”, e asseguraram que isso não é suficiente para levar a democracia e a liberdade para Cuba.
De acordo com Obama, a decisão de Castro de não voltar a assumir a liderança da ilha “deve marcar o fim de uma era obscura na história cubana”. Acrescentou que, para ele, o futuro do país caribenho deve ser determinado pelo povo cubano e não por um “regime sucessor antidemocrático”.
Além disso, o senador pelo estado de Illinois pediu às autoridades cubanas para que libertem “em breve todos os presos políticos detidos injustamente por defenderem os direitos básicos de liberdade, que foram negados durante muito tempo aos cidadãos. É hora de esses heróis serem postos em liberdade”.
Hillary Clinton afirmou que os novos líderes em Cuba terão que tomar uma “dura” decisão: continuar com as “fracassadas políticas do passado” ou dar um “passo histórico para se unir à comunidade das nações democráticas”.
“Os cidadãos cubanos anseiam a oportunidade de se libertar do peso deste regime totalitário, e o novo Governo deve aproveitar esta oportunidade para libertar os presos políticos e dar passos sérios rumo à democracia”, ressaltou Hillary.
Já McCain ressaltou que a renúncia de Castro “chega com quase meio século de atraso”, e argumentou que, por isso, a liberdade ainda não se materializou em Cuba. “Os irmãos Castro tentam claramente se agarrar ao poder”, disse o pré-candidato presidencial republicano.
Para o senador pelo estado do Arizona, os Estados Unidos devem “pressionar o regime cubano para que liberte todos os presos de maneira incondicional, que legalize todos os partidos, sindicatos e órgãos de imprensa e convoque eleições com observadores internacionais”.
Na opinião de McCain, “a transição de Cuba rumo à democracia é inevitável”, sendo apenas uma questão de tempo. “Após a renúncia de Fidel Castro, os cidadãos cubanos têm a oportunidade de avançar e de continuar pressionando para que chegue o momento no qual realmente poderão ser livres”, acrescentou.
Sendo assim, os EUA “podem e devem” incentivar a “explosão da liberdade em Cuba”, concluiu o republicano.
Todos os pré-candidatos à Presidência americana concordaram em dizer que estariam dispostos a certas “concessões” e a apoiar o povo cubano se a ilha caribenha iniciar uma transição rumo à democracia.
Obama assegurou que, se Cuba começar a encarar um futuro democrático, os EUA “têm que estar preparados para começar a dar passos para relações normalizadas” com a ilha e para “relaxar” o embargo vigente há quase 50 anos.
Obama recebeu muitas críticas por ter afirmado que estaria disposto a se reunir com os dirigentes da Venezuela, de Cuba, da Coréia do Norte e do Irã e por se mostrar a favor de relaxar em alguns aspectos o embargo à ilha caribenha.
Hillary disse que os EUA estarão ao lado dos cubanos em sua luta pela liberdade e democracia, da mesma forma que estiveram no passado. Para a senadora, seu país deve seguir “uma política ativa que faça todo o possível para avançar na causa da liberdade, da democracia e das oportunidades em Cuba”.
Durante sua campanha eleitoral, a ex-primeira-dama assegurou que “uma mudança significativa” na política cubana é uma condição imprescindível para as relações entre EUA e Cuba se normalizem.
Por fim, John McCain afirmou que os EUA proporcionarão a Cuba “qualquer ajuda que seja necessária”, sempre que houver a “garantia de que a ilha esteja realmente comprometida em impulsionar a transição rumo à democracia”. O senador republicano sempre defendeu manter o embargo até Cuba realizar eleições livres.