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Obama garante justiça "escrupulosa" em julgamento de suspeitos de 11-9

Arquivo Geral

13/11/2009 0h00

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou hoje o julgamento em território americano de cinco dos principais suspeitos de envolvimento nos atentados do 11 de setembro de 2001 e assegurou que o processo será de “uma justiça escrupulosa”.

Um dos suspeitos é Khalid Sheikh Mohamed, suposto mentor dos atentados de 11-9, que serão transferidos para Nova York para ser julgados.

Segundo Obama, que falou durante uma entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, com quem se reuniu hoje em Tóquio, o secretário de Justiça americano, Eric Holder, fará um anúncio sobre o assunto nas próximas horas.

Os outros quatro suspeitos incluídos neste processo são Walid bin-Atash, Ramzi Bin al-Shibh, Ali Abdul Aziz Ali e Mustafa al-Hawsawi.

Abd al-Rahim al-Nashiri, suposto responsável por planejar o ataque contra o destróier americano Cole, no Iêmen, em 2000, será julgado em um tribunal militar.

Neste momento, todos eles estão retidos na prisão da base militar americana de Guantánamo, em Cuba.

O anúncio do julgamento coincide com a demissão do conselheiro legal da Casa Branca, Gregory Craig, que não conseguiu avanços no processo para fechar a prisão da base.

Segundo a imprensa americana, Craig será substituído pelo democrata Bob Bauer, advogado pessoal de Obama.

A saída de Craig já era especulada há semanas, em particular depois que membros do alto escalão terem indicado que o conselheiro tinha deixado de ser o principal responsável pel processo de fechamento de Guantánamo.

Craig foi um dos principais assessores de Obama durante a campanha eleitoral, onde se mostrou muito crítico contra a então concorrente do senador nas prévias democratas e atual secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Como conselheiro legal da Casa Branca, assumiu o processo para o fechamento de Guantánamo depois que Obama anunciou, logo após sua posse, o fim das atividades da penitenciária até 20 de janeiro de 2010.

Entretanto, Craig logo teria ficado desencantado com o processo político. Seus críticos o acusavam de não ter levado em conta fatores como a oposição de legisladores ao fechamento da prisão e a possível transferência de detidos aos EUA.

Funcionários da Casa Branca admitiram que o fechamento de Guantánamo dificilmente acontecerá até 20 de janeiro. Entre outras coisas, até agora não foi possível determinar o que fazer com uma série de detido que não podem ser extraditados para terceiros países ou julgados em tribunais militares dos EUA.

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