Obama, que hoje receberá o Nobel da Paz em uma cerimônia solene no auditório municipal da capital norueguesa, visitou a sede do instituto – como é tradição entre os premiados – para se reunir com os integrantes do comitê que decidiu, em outubro, conceder-lhe o prêmio.
Uma multidão esperava o presidente em sua chegada ao instituto, com música, bandeiras e um cartaz escrito em inglês: “Você ganhou o Nobel, agora o mereça”.
No recinto onde se reúne o Comitê Nobel, decorado com fotos e emblemas de premiados anteriores, Obama se sentou em uma mesa oval para assinar o livro de convidados, ao lado da esposa, Michelle Obama.
O presidente assinou um parágrafo de sete linhas, enquanto a esposa – com um vestido cinza enfeitado com um broche de prata – brincava: “o que está escrevendo, um livro? Minha dedicatória não será tão longa”.
Obama especificou que tinha “felicitado o Comitê por seu trabalho não só a favor da paz, mas também para dar voz aos que não a têm e aos oprimidos do mundo”.
Em declarações à imprensa que o acompanha, citou o exemplo do defensor dos direitos civis para os negros Martin Luther King, para evidenciar que a concessão do prêmio “elevou seu prestígio nos EUA de modo que o permitiu ser mais efetivo”.
Após a breve visita ao instituto, Obama se reuniu com o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, antes de ser recebido, junto com a primeira-dama, pelos reis da Noruega, Harald e Sonja.
A cerimônia de entrega do Nobel começará às 13h (10h de Brasília), no Auditório Municipal de Oslo.