“As negociações já foram concluídas, falta o trabalho com os papéis” para formular o estipulado em um documento final, assegurou ao diário digital russo “Gazeta.ru” uma fonte próxima às conversas realizadas em Genebra.
Se os negociadores conseguirem finalizar ultimar durante uma semana o texto do novo acordo, que substituirá o Tratado Start, que venceu no dia 5 de dezembro, Obama e Medvedev poderiam fazer a assinatura no próximo dia 18, “embora não há garantias de que seja assim”, disse.
O funcionário explicou que o líder russo vai assistir nos dias 17 e 18 de dezembro em Copenhague à cúpula sobre a mudança climática, e Obama deve chegar à capital dinamarquesa no dia 18.
O chefe do comitê parlamentar russo de Assuntos Internacionais, Konstantín Kosachov, confirmou que as negociações já chegaram ao fim e, embora lembre que “há coisas por acertar”, considerou possível que o tratado seja assinado em Copenhague.
Kosachov, que no final de novembro assistiu a uma das rodadas de conversas em Genebra, ressaltou que ambas as equipes de negociadores “mantêm diariamente quatro ou cinco conversas com os dirigentes de seus países sobre os pontos-chave do documento”.
O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse na quarta-feira que “estamos nos aproximando e alcançando progressos para um acordo”, apesar de ter enfatizado que “ainda há assuntos por resolver, e eles atrapalham a chegada a um pacto definitivo”.
Obama e Medvedev decidiram no último dia 4 prorrogar as regulamentações previstas pelo Start, à espera de fechar um novo documento que o substitua, e expressaram seu compromisso de assinar um pacto “o mais rápido possível”.
Um dos empecilhos que falta por resolver, segundo fontes dos dois países, é o processo de verificação.
Em reunião em Moscou o julho passado, Obama e Medvedev acordaram que o novo tratado, que teria uma vigência de dez anos, reduziria o número de ogivas nucleares de cada país a um número entre 1.500 e 1.675 em seus primeiros sete anos. Os projéteis para seu lançamento também seriam reduzidos a um máximo de entre 500 e 1.000.
O tratado Start, assinado em 1991, estabelece o máximo de ogivas nucleares permitidas em 2.200 e o número de projéteis em 1.600.