O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou hoje, após se reunir com um grupo de senadores democratas, que o Senado esta prestes a pactuar a esperada reforma do sistema de saúde que, embora suavizada, respeita os requisitos básicos do texto original.
“Estamos a ponto de obter uma conquista que durante gerações vários presidentes e Congressos evitaram, e que mudará a vida de praticamente todo cidadão”, disse Obama na saída da reunião.
O presidente destacou que, embora siga havendo pequenas diferenças sobre alguns detalhes, há um “amplo consenso” sobre o ponto principal, que é o de estender a cobertura aos 30 milhões de americanos que não tem plano de saúde.
A proposta que o Senado discute e que poderia ser votada antes do Natal tem um custo de US$ 848 bilhões, não contempla o estabelecimento de um seguro público nem a extensão dos benefícios para aposentados (Medicare).
Apesar da ausência desses pontos, Obama se diz satisfeito com o fato de o texto debatido no Senado dar lugar a um sistema diferente, no qual as companhias “não poderão mais excluir ninguém por estar doente” e nem obrigar os clientes “a pagar quantias ilimitadas de dinheiro por seus tratamentos”.
“Todos estamos de acordo essas reformas”, disse o presidente, cercado por alguns dos mais influentes senadores democratas, que anseiam alcançar os 60 votos necessários para levar adiante o projeto de lei.
Obama destacou também que, apesar das informações errôneas que a oposição republicana está divulgando, a reforma permitirá reduzir o déficit dos EUA na próxima década, já que solucionará as deficiências do sistema.
A versão que sair do Senado terá que ser harmonizada com a já aprovada pela Câmara de Representantes em 7 de novembro, que também contempla a extensão quase universal da cobertura médica no país.