Menu
Mundo

Obama diz que segurança dos EUA falhou de forma <i>potencialmente desastrosa</i>

Arquivo Geral

05/01/2010 0h00


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que o recente atentado fracassado contra o voo da Northwest Airlines com destino a Detroit mostrou que os sistemas de segurança do país falharam de forma “potencialmente desastrosa”.

Obama afirmou em declarações concedidas na Casa Branca que os erros nos sistemas de inteligência “não são aceitáveis” e ressaltou que não os tolerará.

O presidente se reuniu nesta segunda-feira com pelo menos 20 membros do alto escalão de seu Governo, entre eles a secretária de Estado, Hillary Clinton; o secretário de Defesa, Robert Gates; e a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, para analisar os erros que permitiram o incidente do voo com destino a Detroit.

Obama assegurou que a Inteligência dos EUA tinha informação suficiente para detectar e “potencialmente” desarticular o atentado fracassado protagonizado por Umar Farouk Abdulmutallab, um jovem nigeriano de 23 anos que tinha explosivos presos a sua roupa.

“A comunidade de Inteligência fracassou no momento de cruzar todos os dados”, insistiu Obama, que pediu aos membros de seu Governo para que completem a revisão que pediu nos sistemas de detecção nos aeroportos e nas listas de vigilância de terroristas ainda nesta semana.

Além disso, o presidente americano antecipou que, uma vez completada a revisão, espera que as mudanças necessárias sejam implantadas “de forma imediata”.

“Temos que melhorar e melhoraremos, e temos que fazê-lo rapidamente”, afirmou Obama.

O presidente dos EUA reiterou sua intenção de fechar a prisão da base de Guantánamo, mas lembrou, em linha com o antecipado pelo porta-voz presidencial, Robert Gibbs, que o envio de presos iemenitas para seu país de origem será suspenso temporariamente.

Obama atribuiu o planejamento do atentado fracassado a uma ramificação da rede terrorista Al Qaeda no Iêmen.

Há atualmente em Guantánamo cerca de 90 presos iemenitas. Cerca de metade seria levada para o país de origem.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado