O presidente dos Estados Unidos, approved Barack Obama, afirmou hoje que seu país e a Rússia devem dar o exemplo na luta contra a proliferação nuclear e, por essa razão, chegaram a um acordo para fechar este ano um novo tratado de redução do arsenal atômico.
Obama fez estas declarações em entrevista coletiva depois de se reunir em Moscou durante quatro horas com seu colega russo, Dmitri Medvedev, com quem assinou hoje um acordo destinado a alcançar um novo tratado de redução de armamento nuclear que limite a cerca de 1.500 as ogivas das quais cada um dos dois países pode dispor.
O presidente americano – que qualificou a reunião de “muito produtiva” – assegurou que a luta contra a proliferação nuclear deve ser prioritária e, neste sentido, propôs a realização de uma cúpula sobre segurança atômica em 2010 nos EUA.
Obama sugeriu que uma segunda cúpula poderia ser organizada na Rússia um ano depois.
O chefe de Estado louvou a figura de Medvedev e assegurou que “confia nele” não só para negociar “de maneira construtiva”, mas também para “cumprir o estipulado”.
Obama contou que deve ter amanhã um café da manhã de trabalho com o primeiro-ministro da Rússia e ex-presidente do país, Vladimir Putin, como também uma série de reuniões com representantes da sociedade e da economia, a fim de “poder conhecer as necessidades e preocupações da população russa e continuar nossa colaboração”.
Durante sua reunião de hoje, Obama e Medvedev assinaram oito acordos de cooperação que incluem, além do pacto preliminar para a redução de ogivas nucleares, o reatamento das manobras militares conjuntas e a permissão russa para o uso de seu território para o envio de previsões e equipes ao Afeganistão.
Ambos os líderes definiram também a constituição de uma comissão de especialistas conjunta que estudará os perigos dos mísseis balísticos, para tentar resolver o desacordo entre os dois países sobre o escudo defensivo que os EUA planejam construir na Europa do Leste e que a Rússia considera uma ameaça.
Obama opinou que a avaliação estará disponível no final do verão do hemisfério Norte e pode levar a amplas negociações.
As diferenças sobre o escudo antimísseis foram um dos principais empecilhos na relação entre EUA e Rússia, que Obama queria “reiniciar” com sua visita a Moscou.
Neste sentido, Obama reconheceu que Medvedev e ele não estão “de acordo em tudo” e que persistem as divergências em questões como a situação na Geórgia, onde Moscou reconheceu a independência das regiões da Abkházia e Ossétia do Sul.
Neste sentido, o presidente americano insistiu em que “a soberania e a integridade territorial da Geórgia devem ser respeitadas”, mas confiou em que ambos os países concordam que as diferenças serão resolvida pela “via diplomática”.