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Mundo

Obama diz que política antiterror de Bush não foi efetiva

Arquivo Geral

21/05/2009 0h00

O presidente dos Estados Unidos, price Barack Obama, pill afirmou hoje que seu país saiu do caminho certo na luta contra o terrorismo durante a Presidência de George W. Bush, e afirmou que essas políticas não foram efetivas e não são sustentáveis.

“As decisões que foram tomadas durante os últimos anos se basearam em um enfoque legal improvisado para lutar contra o terrorismo que não era efetivo nem sustentável”, disse Obama, em discurso sobre segurança nacional.

Obama afirmou que, após os atentados de 11 de setembro de 2001 contra Washington e Nova York, o Governo americano tomou uma série de decisões “apressadas”, e considerou que essas decisões foram baseadas em um “sincero desejo” de proteger o povo americano.

De qualquer forma, disse que “muito frequentemente” o Governo tomou decisões apoiadas no medo e na falta de visão de futuro, e criticou o fato de se manipular com frequência os dados para que se ajustassem às “predisposições ideológicas”.

“Em vez de aplicar de forma estratégica nosso poder e nossos princípios, deixamos isso de lado muito frequentemente, como luxos que não nos podíamos permitir”, ressaltou.

“E nessa era do medo, muitos de nós, democratas e republicanos, políticos, jornalistas e cidadãos, ficamos calados”, disse.

“Em outras palavras”, continuou, os Estados Unidos “saíram do caminho correto”.

Obama insistiu em que esta reflexão não reflete simplesmente sua opinião, e que é uma opinião compartilhada pelo povo americano que indicou candidatos à Presidência de ambos os partidos que, apesar das diferenças, apostaram em um novo enfoque, um que rejeita a tortura e reconhece a necessidade de fechar a prisão de Guantánamo.

Lembrou que, desde sua chegada à Casa Branca, no final de janeiro, já adotou várias medidas para proteger o povo americano, como a proibição de técnicas de interrogação abusivas.

“Sei que alguns sustentaram que métodos brutais como a asfixia simulada são necessários para nos manter seguros. Discordo completamente”, insistiu.

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