Em declaração na Casa Branca, Obama destacou o lado bom do relatório de desemprego: uma revisão para cima dos dados de novembro, os primeiros números positivos em dois anos.
Ressaltou ainda que a redução no último trimestre de 2009 foi 0,01% da queda registrada nos três primeiros meses do ano.
Obama não escondeu, no entanto, que a informação de dezembro foi “desalentadora”, como indicou em entrevista coletiva seu porta-voz, Robert Gibbs.
A destruição de 85 mil vagas no mês passado “é um sinal claro que o caminho da recuperação não é uma linha reta”, disse o presidente, embora tenha ressaltado que “a tendência geral do mercado de trabalho aponta na direção correta”.
O resultado de dezembro é pior do que o antecipado pelos analistas, que previam em média uma perda de só 8 mil empregos.
Em novembro, foram criados 4 mil postos, pelos novos números do Departamento de Trabalho, que refez os cálculos de outubro indicando uma perda de 16 mil vagas.
O resultado líquido das mudanças foi uma redução adicional de 1 mil empregos nas planilhas desses dois meses.
Em sua declaração, Obama destacou que a promoção das energias renováveis é uma das formas de conter a destruição de empregos e criar novas vagas no mercado de trabalho.
“Infelizmente hoje em dia os Estados Unidos, que já foram uma nação pioneira no uso de energias limpas, estão sendo superados por outros países. A China lançou a maior iniciativa na história para que sua economia use a energia de forma mais eficiente”, disse o presidente.
Nesta sexta-feira, a Casa Branca anunciou a lista de empresas que serão beneficiadas com o programa de subsídios de US$ 2,3 bilhões para o setor da energia renovável.
Segundo Obama, as ajudas gerarão 17 mil postos de trabalho e darão um impulso adicional às fábricas.
Pelo menos 170 projetos de painéis solares, veículos híbridos e elétricos, refino de combustíveis renováveis e captura de dióxido de carbono receberão o dinheiro.
Obama destacou que o Governo recebeu propostas no valor de US$ 7,6 bilhões, três vezes a quantia disponível, em vista do pedido do Congresso que destinasse outros US$ 5 bilhões ao programa.
“Não quero que a tecnologia que transformará a maneira de usarmos a energia seja desenvolvida no exterior. Quero que os Estados Unidos continuem sendo o que sempre foram um líder” disse Obama.