“Seus entes queridos perduram na vida de nossa nação”, disse Obama, afirmando que o culpado pelo massacre, no qual cerca de 30 pessoas ficaram feridas, “terá que enfrentar a justiça, nesta vida e no além”.
O massacre é atribuído ao psiquiatra militar Nidal Malik Hassan, de 39 anos e que saiu do coma em que estava.
O presidente, na primeira vez em seu mandato em que teve que canalizar a dor de seu país, prestou homenagem às 13 vítimas, entre as quais estava a soldado Francheska Vélez, de 21 anos e grávida de nove semanas.
Vélez, “de pai colombiano e mãe porto-riquenha, tinha cumprido serviço na Coreia do Sul e no Iraque, e seguiria carreira no Exército quando foi assassinada. Estava grávida do primeiro filho e muito feliz com a ideia de ser mãe”, lembrou Obama.
Perto do palanque, estavam 13 pares de botas militares, sobre os quais se colocou um fuzil M4 e um capacete, de acordo com a tradição militar americana para honrar os mortos.
Junto com as botas, havia fotografias de cada uma das vítimas fatais.
“Pode ser difícil entender a razão que levou a esta tragédia. Mas sim, sabemos isso, que nenhuma fé justifica estes atos assassinos e covardes. Nenhum Deus justo e que ama os vê com bons olhos”, disse o presidente americano.
As autoridades federais continuam investigando os motivos que levaram Hassan, destacado em Fort Hood à espera de ser enviado ao Afeganistão, a abrir fogo no centro de treinamento militar, e matar 12 soldados e um civil.