O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje, em seu discurso na cúpula da ONU sobre a mudança climática (COP15), que foi a Copenhague “não para falar, mas para atuar”.
Após uma reunião com líderes de mais de 20 países para tentar salvar a conferência, Obama disse que todos estão convencidos da “realidade da mudança climática”. Porém, declarou que falta vontade política para o fechamento de um acordo.
“Convém a todos nós conquistarmos um acordo global no qual acertemos o passo e cada um possa cobrar os demais sobre os compromissos”, declarou o presidente americano.
O acordo deve incluir “ações decisivas” de “todas as principais economias” para reduzir as emissões de gases poluentes, e um mecanismo para comprovar se os países vão cumprir os compromissos “de maneira transparente”.
Esses dois aspectos foram alguns dos empecilhos para fechar um acordo substancial na cúpula que encerra hoje contra o aquecimento global na capital dinamarquesa.
Em particular, a China e os EUA, os dois principais países poluentes, mantêm suas diferenças.
“Como a primeira economia e a segunda maior poluidora temos a responsabilidade de atuar”, disse Obama, poucas horas após chegar à capital dinamarquesa para se reunir com uma centena de líderes.
Outro aspecto que o comunicado final deve conter é de que os países desenvolvidos ajudem os mais pobres a se adaptarem às tecnologias limpas. Neste sentido, lembrou que os EUA ajudarão a formar o fundo de US$ 100 bilhões para 2020.
Segundo apontou, “não é um acordo perfeito e nenhum país alcançará tudo o que deseja de um acordo”.
“Mitigação, transparência e financiamento. É uma fórmula clara que abraça o princípio de respostas comuns, mas diferenciadas e capacidades distintas”, sustentou.
“O momento de falar acabou e agora devemos dar um passo decisivo para frente para que os que estão nesta sala possam dar um passo histórico”, explicou o presidente americano em alusão aos obstáculos encontrados para pactuar um documento final em Copenhague.