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O ex-presidente dos EUA Barack Obama contou neste sábado (14) acreditar na existência de extraterrestres, mas nega que os EUA os mantenham na famosa “Área 51”.
“Eles são reais, mas eu não os vi”, falou, sem mencionar as possíveis evidências. As declarações foram dadas pelo democrata em uma entrevista ontem com Brian Tyler Cohen, um apresentador de podcast progressista, escritor e comentarista político.
Obama negou saber de informações de que a Área 51 abrigue alienígenas, como teorizam alguns conspiracionistas. “Não existe nenhuma instalação subterrânea, a menos que haja uma enorme conspiração e tenham escondido isso do presidente dos Estados Unidos”, disse.
O ex-líder americano ainda brincou sobre querer descobrir onde eles estão. Questionado pelo entrevistador sobre qual foi a primeira pergunta que ele quis que respondessem quando se tornou presidente, ele respondeu: “Onde estão os alienígenas?”.
Um ex-oficial de inteligência da Força Aérea já havia dito que os EUA possuem um programa que coleta evidências da existência de vida em outros planetas. Em 2023, David Grusch, que fazia parte de uma força-tarefa do Pentágono que investiga esse tipo de fenômeno, afirmou que o governo teria sob seu poder naves e produtos biológicos “não humanos”. Ele foi desligado do programa pouco antes do relato.
A Área 51 abriga uma base da Força Aérea dos Estados Unidos. O local realmente existe no mapa, mas tudo o que acontece lá é extremamente secreto -e não há qualquer comprovação de que a área tenha relação com óvnis ou alienígenas.
Especula-se que, assim como na época de sua inauguração, a Área 51 ainda seja usada para o desenvolvimento de aeronaves militares. No lago Groom, no deserto de Nevada, a 135 km ao norte de Las Vegas, o local tem, inclusive, uma pista de pouso de 3,7 km de comprimento -mas é ilegal sobrevoá-la.
OBAMA FALOU PELA 1ª VEZ SOBRE VÍDEO RACISTA DE TRUMP
O democrata chamou as imagens de “perturbadoras”. “É importante reconhecer que a maioria do povo americano considera esse comportamento profundamente perturbador”, disse ainda na mesma entrevista.
O ex-presidente disse também que atualmente há “uma espécie de circo nas redes sociais e na televisão”.
A verdade é que não parece haver nenhuma vergonha nisso entre as pessoas que acreditavam que era preciso ter um certo decoro, um senso de propriedade e respeito pelo cargo, certo? Isso se perdeu”.
Trump publicou no dia 5 de fevereiro um vídeo de teor racista e com uma teoria da conspiração sobre as eleições de 2020. O vídeo retrata o ex-presidente Barack Obama e sua esposa Michelle como macacos -o que provocou indignação em vários líderes democratas. O vídeo foi postado na rede Truth Social, criada por Trump.
Casa Branca minimizou o vídeo, que foi apagado após 12 horas. Inicialmente, a porta-voz do presidente americano, Karoline Leavitt, denunciou uma “indignação falsa” e criticou os veículos que repercutiram o caso. “Isso é um trecho de um vídeo publicado na internet que mostra o presidente Trump como rei da selva e os democratas como personagens do ‘Rei Leão’. Parem com essa indignação falsa e relatem algo que realmente importe ao público americano hoje”, declarou a porta-voz em comunicado enviado à AFP na ocasião.
Diante da comoção provocada pelas imagens do primeiro presidente negro dos Estados Unidos e de sua esposa, a Casa Branca mudou sua versão. “Um funcionário da Casa Branca publicou esse conteúdo por engano. Ele foi apagado”, declarou à AFP um alto responsável do Executivo. Ele não deu mais explicações sobre a gestão da conta pessoal de Donald Trump no Truth Social.
Trump disse que não iria se desculpar por ter publicado o vídeo racista. “Só vi a primeira parte, que falava sobre fraude eleitoral… e não o vi completo”, afirmou Trump a jornalistas. Ainda questionado sobre o tema, o presidente afirmou não ter errado com a publicação. “Não, eu não cometi um erro”.