O presidente americano, Barack Obama, disse hoje que a Ásia se transformou em um fator crucial para a recuperação econômica de seu país e para a paz no mundo.
Em mensagem por rádio transmitida hoje e gravada na quinta-feira em Seul, última etapa de uma viagem que incluiu também Japão, Cingapura e China, Obama disse que esses dois fatores foram vitais em sua viagem.
“Ao sair da pior recessão em várias gerações, não há nada mais importante que fazer tudo o possível para recuperar nossa economia e que os americanos voltem a trabalhar, e, para conseguir esse objetivo, irei aonde for necessário”, disse.
Obama explicou que a Ásia é a região do mundo com a qual os Estados Unidos mantêm a maior troca comercial, “o que sustenta milhões de empregos” no país americano.
No entanto, “também é um lugar onde o risco da corrida armamentista nuclear ameaça nossa segurança e onde os extremistas planejam ataques contra território americano”, advertiu.
Além disso, disse que, devido a fato de que nessa região estão os países de mais rápido crescimento no mundo, “não pode haver solução ao desafio da mudança climática sem sua cooperação”.
“Com isso em mente, viajei à Ásia para iniciar uma nova era de relações exteriores para os Estados Unidos”, disse.
Além disso, manifestou que durante suas reuniões conseguiu “conquistas com a China e a Rússia, ao enviar uma mensagem uníssona ao Irã e à Coreia do Norte de que devem cumprir suas obrigações internacionais, seja renunciar às armas nucleares ou assumir as consequências”.
Ao explicar a importância direta da região da Ásia-Pacífico para a recuperação econômica americana, o presidente disse que, se as exportações aumentassem em apenas 5%, haveria a criação de centenas de milhares de novas fontes de trabalho para este país, cujo nível de desemprego superou 10% no mês passado.
Obama acrescentou que as medidas tomadas por seu Governo para conseguir a recuperação já começaram a render frutos, e prometeu redobrar seus esforços para continuar no que considerou “o caminho correto”.
“Não descansarei até que os negócios comecem a contratar novamente, os americanos desempregados encontrem trabalho outra vez e reestruturemos esta economia para que seja mais sólida e próspera do que antes”, disse.