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Obama diz que Afeganistão não está perdido, mas precisa de reforços

Arquivo Geral

02/12/2009 0h00

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que a guerra no Afeganistão “não está perdida”, mas que os talibãs ganharam terreno nos últimos anos e é necessário enviar reforços de 30 mil homens.

Em discurso na academia militar de West Point, Obama expôs a nova estratégia para uma guerra que, segundo ele, “põe em jogo a segurança dos EUA”.

O presidente americano ainda afirmou que “o movimento talibã ganhou força e a rede terrorista Al Qaeda mantém seus refúgios ao longo da fronteira com o Paquistão”.

O envio do novo contingente de soldados vai acontecer antes do final do primeiro semestre de 2010, anunciou Obama, o qual garantiu que a retirada das tropas terá início um ano depois, em junho de 2011.

Segundo Obama, os reforços “ajudarão a criar condições para que os EUA possam transferir a responsabilidade pela segurança do país aos próprios afegãos, o objetivo final da guerra”, destacou.

Em seu discurso para expor a nova estratégia para a guerra, Obama afirmou que dará apoio aos líderes “que combatam a corrupção e defendam as pessoas”, mas ao mesmo tempo disse que “os que não sejam eficientes ou corruptos terão que prestar contas”.

Obama ainda lançou uma dura advertência aos dirigentes afegãos, dizendo que “acabaram os dias nos quais recebiam um cheque em branco”.

O presidente americano também afirmou que EUA e Paquistão compartilham um inimigo comum, e disse que Washington reforçará sua aliança com o país asiático “sobre alicerces de interesses mútuos, respeito mútuo e confiança mútua”.

Em seu discurso, Obama indicou que os soldados, que vão se juntar aos aproximadamente 68 mil que os EUA já mantêm no Afeganistão, terão como missão conter a insurgência e dar segurança à população de áreas consideradas “pontos-chave”.

Os reforços vão permitir também a orientação de mais forças militares afegãs, fazendo com que mais soldados do país possam participar das tarefas de combate, de acordo com o presidente dos EUA.

Obama também pediu aos aliados internacionais para que enviem mais forças ao Afeganistão, dizendo que “alguns já forneceram tropas adicionais, e temos confiança em que haverá novas contribuições nos próximos dias e semanas”.

O presidente admite que a guerra não será barata. O envio dos soldados adicionais custará cerca de US$ 30 bilhões em um ano.

“Trabalharei rigorosamente com o Congresso para dar conta destes custos, enquanto trabalhamos para reduzir o déficit”, disse Obama, ao lembrar que quando assumiu a Presidência, em janeiro, o custo das guerras no Iraque e Afeganistão se aproximava de US$ 1 trilhão.

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