Obama “acredita firmemente que a divulgação dessas fotografias, particularmente neste momento, só servirá para inflamar os cenários de guerra, colocar em risco as forças americanas e dificultar nosso trabalho em locais como o Iraque e Afeganistão”, informou hoje a Casa Branca em comunicado.
Por trás desta polêmica se encontra um processo da União Americana pelas Liberdades Civis que buscava, sob a Ata da Liberdade de Informação, que o Governo divulgasse 44 fotos com imagens de abusos a detentos de outros centros de prisão além de Abu Ghraib.
Há algumas semanas, funcionários do Departamento de Justiça se dirigiram a um juiz federal para afirmar que não tinham a intenção de impedir na Justiça contra a divulgação destas fotos.
O Governo admitiu hoje que o presidente americano tinha se reunido com advogados para informar que não se sentia “confortável” com a divulgação das imagens, e para pedir que impedissem isso na Justiça.
A mudança de postura da Casa Branca foi imediatamente criticada pela União Americana pelas Liberdades Civis, organização que disse estar “aflita” por estes fatos, segundo declarou o porta-voz Jameel Jaffer ao “Washington Post”.