O presidente dos Estados Unidos (EUA), Barack Obama, reuniu-se hoje com a equipe de Segurança Nacional para definir uma estratégia para o Afeganistão, o terceiro de cinco encontros, após receber pedido oficial de reforços.
Participaram do encontro o secretário de Defesa, Robert Gates, a secretária de Estado, Hillary Clinton, e os embaixadores em Cabul e Islamabad e o comandante das tropas no Afeganistão, o general Stanley McChrystal, os últimos três por teleconferência.
Recentemente, o general McChrystal pediu o envio de 30 mil a 40 mil soldados, que se somariam aos 68 mil atuais.
Obama autorizou em fevereiro a ida de outros 21 mil militares.
McChrystal advertiu no final de setembro que se não receber reforço, acredita que a guerra pode ser perdida no próximo ano.
Segundo o porta-voz do Departamento de Defesa, George Morrell, nesta quarta-feira o Pentágono entregou o pedido ao presidente.
Obama deixou claro que não está prevista uma redução dos números atuais, o maior desde o início da guerra há oito anos, disse durante reunião na terça-feira com parlamentares democratas e republicanos no Salão Oval, para tratar o assunto.
Aparentemente, a equipe de Segurança Nacional está dividida sobre a conveniência de enviar mais tropas.
O vice-presidente dos EUA, Joseph Biden, declarou-se favorável a reforçar as operações antiterroristas contra os refúgios da rede Al Qaeda, no Paquistão.
A Casa Branca ponderou nesta quarta-feira essa postura e informou que em nenhum momento se pensou resolver a guerra com operações antiterroristas.
“Ninguém que ele conheça, e claro ele também não, defende isso”, afirmou hoje Gibbs, referindo-se a posição de Biden.
Para a Casa Branca, a solução vai além do ângulo militar e deverá levar em consideração os aspectos civis e de desenvolvimento, no Afeganistão e no Paquistão.
Por isso, insistiu Gibbs, participam da série das reuniões assessores como a embaixadora dos Estados Unidos diante da ONU, Susan Rice, ou os legados em Cabul e Islamabad, para equilibrar as implicações civis da estratégia a ser adotada.
Ao longo deste ano, a violência aumentou especialmente pelo fato do talibã estar utilizando bombas de fabricação caseira.
À deterioração da segurança somou-se à situação política, com acusações de fraudes nas eleições de 20 de agosto, que deram a vitória ao presidente Hamid Karzai com 54% dos votos.