“Achamos que tentar atravessar a fronteira como vimos nos últimos dois dias não é útil”, disse Obama, numa entrevista ao canal “Univisión”.
O presidente americano destacou que, assim como a secretária de Estado, Hillary Clinton, não acha acredita que ajude nas negociações agir paralelamente aos contatos promovidos pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias.
Obama ressaltou que o que os Estados Unidos querem é “uma solução” que permita tanto a volta de Zelaya para que termine seu mandato como a realização de “eleições legais e reconhecidas, em conformidade com a Constituição”.
Ainda segundo o chefe de Estado americano, tem que haver uma maneira de a situação ser resolvida “sem gerar violência” e sem estabelecer “um mal precedente”.
“Face à história dos golpes de Estado na América Central e na América Latina, achamos que devemos continuar apoiando os enormes progressos democráticos registrados”, ressaltou Obama.
O presidente lembrou que Zelaya criticou o Governo americano. Mas mesmo assim, destacou, a postura dos EUA é apoiar sua volta ao Governo com vistas ao restabelecimento da ordem institucional.