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Mundo

Obama chega para último dia da cúpula do clima; encontro com Lula na agenda

Arquivo Geral

18/12/2009 0h00

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou hoje a Copenhague para participar do último dia de reunião de chefes de Estado e de Governo na Cúpula da Mudança Climática (COP15), onde vai se reunir, entre outros líderes, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além de Lula, Obama vai se encontrar com os primeiro-ministros da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e da China, Wen Jiabao, além do presidente da Rússia, Dmitri Medvedev.

O presidente dos Estados Unidos permanece na capital dinamarquesa durante apenas um dia, e sua visita é esperada como última chance de destravar negociações nas quais Washington e Pequim mantêm posturas de enfrentamento.

Obama se dirigiu diretamente ao Bela Center, sede da conferência, após aterrissar pouco depois das 6h (de Brasília) no aeroporto da capital dinamarquesa.

O presidente americano deve participar da sessão plenária da manhã, na qual fará uma breve intervenção, assim como na da tarde, na qual se espera que fique fechado o novo acordo, que deve substituir o Protocolo de Kioto, que expira em 2012.

Durante a cúpula, os países industrializados tentaram, até agora sem sucesso, fazer com que as nações emergentes aceitem que suas reduções de emissões sejam vinculativos à escala global, em clara a alusão à China, que é o país que mais polui.

A China se apegou ao Protocolo de Kioto (1997) e ao Mapa de Caminho de Bali (2007), que estabelece que só as reduções dos países ricos são vinculativas, enquanto as dos países em desenvolvimento são de caráter voluntário.

Em Copenhague, espera-se que a reunião entre Obama e Wen possa desbloquear o diálogo entre as duas potências, para que a reunião dinamarquesa permita um novo acordo que possa se transformar em um tratado vinculativo na cúpula climática de 2010, que será realizada no México.

O presidente americano também tinha previsto reunir-se com Medvedev para abordar as negociações de desarmamento estratégico “Start”, e as relações com o Irã e seu controvertido programa nuclear.

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