Nas últimas semanas o Governo divulgou uma série de indícios de melhora, entre eles uma recuperação do mercado acionário e um aumento na construção e venda de casas.
Esta semana o Departamento do Trabalho anunciou uma leve redução do desemprego em julho para 9,4% após chegar o mês anterior a 9,5%, o nível mais alto das últimas duas décadas.
Por outra parte, na sexta-feira, indicou que se reduziu a perda de fontes de emprego para 247 mil em julho, após ter chegado a 700 mil no início de ano.
“Os números sobre trabalho são um indício de que começamos a pôr um freio nesta recessão e que o pior passou”, disse Obama em seu habitual discurso dos sábados.
“Mas devemos fazer mais para resgatar a nossa economia desta crise imediata”, assinalando que “um pilar fundamental” é a reforma dos seguros de saúde, “uma reforma que estamos mais perto do que nunca de conseguir”.
No entanto, o presidente reconheceu que os que desejam manter a situação atual do sistema de saúde “estão ficando cada vez mais ferozes em sua oposição”.
A reforma proposta por Obama tem como objetivo proporcionar seguro de saúde a quase 50 milhões de americanos que carecem de cobertura médica e reestruturar um sistema que se tornou cada vez mais oneroso.
O presidente indicou que no final das contas a reforma se reduziu para escolher entre dois enfoques.
Obama disse que o primeiro quase garante que duplicará os custos da saúde, deixará sem seguro milhões de americanos e os que o têm serão vulneráveis às negativas arbitrárias de cobertura, causando a quebra dos Governos estaduais e federal.
O país pode continuar com essa situação “ou podemos escolher outra que protegerá o povo das práticas injustas das seguradoras, proporcionará seguro acessível e de qualidade a todos os americanos e reduzirá os custos crescentes que sufocam as famílias, as empresas e nossos orçamentos”, disse.