O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anuncia hoje o envio de mais 30 mil soldados ao Afeganistão e disse confiar em que os países aliados também divulgarão em breve um aumento de sua contribuição militar.
A Casa Branca divulgou hoje alguns trechos do discurso, de duração aproximada de 40 minutos, que Obama fará esta noite na academia militar de West Point e no qual vai expor sua nova estratégia para a guerra.
De acordo com os trechos, Obama anunciará o envio de mais 30 mil soldados ao Afeganistão, que serão destacados “o mais rápido possível” na primeira metade de 2010.
Estes reforços “ajudarão a criar as condições para que os EUA possam transferir a responsabilidade aos afegãos”.
As tropas terão como missão conter a insurgência e dar segurança a centros populacionais cruciais, acrescenta o presidente americano no discurso que será transmitido pela televisão em horário de máxima audiência, às 20h locais (23h de Brasília).
Os reforços permitirão aumentar a capacidade de treinamento das forças afegãs e colaborar com elas, de modo que mais soldados afegãos poderão participar das tarefas de combate, diz o discurso.
O presidente americano revela que pediu aos aliados internacionais para que também aumentem sua contribuição.
“Alguns já forneceram tropas adicionais e temos confiança de que haverá novas contribuições nos próximos dias e semanas”, aponta Obama.
“O que está em jogo não é apenas uma prova da credibilidade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que está em jogo é a segurança de nossos aliados e a segurança comum do mundo”, diz um trecho da fala do presidente americano.
Obama tem confiança em que a colaboração entre os EUA e seus aliados permitirá acelerar a transmissão da responsabilidade às forças afegãs e “permitir o começo da transferência de nossas forças para fora do Afeganistão a partir de julho de 2011”.
“Como fizemos no Iraque, executaremos esta transição de maneira responsável e levando em conta as condições no terreno”, promete o presidente americano.
Os EUA e os países aliados continuarão sua assistência às forças afegãs, mas “ficará claro para o Governo afegão, e principalmente para seu povo, que serão eles os responsáveis por seu próprio país”.