O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que o anúncio de sua nova estratégia sobre o Afeganistão chegará “em breve” e será “completamente transparente”.
Em entrevista coletiva concedida junto ao primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, Obama disse que sua demora se deve ao fato de que quer ter certeza de que vai tomar a decisão correta.
“Quero garantir que, quando mando alguém para a guerra, é para deixar-nos mais seguros. Quero ter certeza de que os aspectos não só militares, mas civis, estão coordenados e são efetivos”, explicou o presidente americano.
Segundo Obama, a decisão chegará “em breve, será completamente transparente e explicarei o que representa, o que fará por nossa segurança e como cheguei a ela”.
Não se trata, ressaltou, de “um exercício acadêmico, mas de um processo necessário”.
Nesta quarta-feira, Obama se reuniu pela oitava vez em Washington com sua equipe de segurança nacional, em um processo que já dura mais de dois meses.
Segundo o presidente dos EUA, a estratégia adotada deixará claro que “nosso compromisso não pode ser eterno”.
As declarações de Obama vêm a público no momento que veículos de imprensa americanos dizem que não aceitará nenhuma das quatro opções que lhe foram propostas para o Afeganistão – todas elas preveem um aumento da presença militar americana nesse país, que já chega a 68 mil soldados.
Obama quer que a estratégia inclua um plano para a saída das tropas e, antes de decidir, quer ter a segurança de que pode contar com o Governo afegão.
As opções seriam o envio adicional de 15 mil, 30 mil ou 40 mil militares, ou ainda um número mais alto.
A alternativa mais popular parecia ser a que contempla o destacamento de entre 30 mil e 35 mil soldados. eles se somariam outros dez mil militares que se encarregariam do treinamento das forças afegãs para que estas possam assumir gradativamente o controle da situação no país.