Em declarações na Casa Branca durante uma reunião com representantes de bancos de pequeno porte, Obama disse que quer estar à disposição caso ocorram contratempos de última hora no processo de votação da reforma, sua maior prioridade legislativa.
O Senado talvez vote as mudanças no sistema de saúde na tarde de quinta-feira, e o presidente disse que quer estar por perto para “dar seu incentivo”.
“Não irei embora até que meus amigos do Senado concluam seu trabalho”, ressaltou o chefe de Estado, que disse que “o mínimo” que pode “fazer é ficar” em Washington para “dar qualquer ajuda de última hora ou qualquer incentivo”.
Inicialmente, Obama, a mulher, Michelle, e as duas filhas, Sasha e Malia, partiriam amanhã para o Havaí, onde passarão o Natal e o Ano Novo.
Hoje, o Senado aprovou, com 60 votos a favor e 39 contra, a segunda de três moções necessárias à votação da reforma da saúde no plenário da casa.
Os procedimentos prévios à apreciação do projeto de lei pelos senadores terminarão amanhã, por isso a iniciativa de Obama só deverá ser votada na quinta.
Em sua entrevista coletiva diária, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse estar otimista em relação à aprovação da reforma no Senado.
“Já não está mais em questão se (a reforma) vai ou não ser aprovada. A questão agora é quando ela vai ser aprovada”, disse o porta-voz.
Caso o Senado aprove o projeto de lei, a versão final do texto terá que ser harmonizada com a da Câmara de Representantes antes de ser sancionada por Obama.