“Acho que teremos votos suficientes para aprovar não só um projeto de lei sobre saúde, mas um bom projeto de lei que ajude os americanos, reduza os custos, e que ponha o déficit sob controle a longo prazo”, disse Obama em entrevista para a rede “CBS”.
Sua aparição no programa “60 Minutes”, em horário de máxima audiência, faz parte de uma campanha de relações públicas lançada na semana passada pela Casa Branca para retomar o protagonismo no debate sobre saúde, depois que em agosto o espaço central foi ocupado pelas vozes críticas ao plano.
“Há alguns no Partido Republicano que pensam que o melhor é simplesmente acabar com a reforma, que isso seria um bom passo em nível político para eles”, se queixou o presidente na entrevista, que foi gravada na sexta-feira.
Mesmo assim, Obama enfatizou que esta é a melhor oportunidade que o país teve para conseguir estender a cobertura universal de saúde a todos os cidadãos.
“Não tenho nenhum interesse em aprovar um projeto de lei que não funcione. Tenho intenção de ser presidente durante certo tempo e uma vez que o projeto de lei avance, levará minhas iniciais”, disse.
No sábado, dezenas de milhares de conservadores tomaram o centro de Washington para protestar contra o plano de Obama para a saúde, que consideram parte de suas políticas “socialistas”.
Uma de suas queixas é que esse projeto elevará enormemente a dívida nacional, algo que o presidente tentou refutar na entrevista.
Ele disse que os Estados Unidos gastam atualmente mais de US$ 2 trilhões ao ano em saúde, mais que nenhum outro país em termos per capita.
Obama disse que o sistema pode se tornar muito mais eficiente, com o que se conseguirá economizar dinheiro suficiente para pagar pela reforma.