O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acha que a rede terrorista Al Qaeda está “enormemente enfraquecida” em comparação ao ano de 2000, como mostra a recente mensagem de Osama bin Laden sobre o fracassado atentado em Detroit no mês passado.
Em entrevista divulgada hoje pela rede televisiva “ABC”, o líder americano afirmou que as ações empreendidas pelos Estados Unidos desde os atentados de 2001 contribuíram para o enfraquecimento da Al Qaeda.
No domingo passado, a rede “Al Jazira” emitiu uma mensagem de um minuto supostamente gravada por Bin Laden no qual tentou assumir a autoria do atentado fracassado contra um voo de Northwest em Detroit (Michigan) no dia do Natal e lançou ameaças de novos ataques.
Bin Laden elogiou o estudante nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que está sob custódia federal e é acusado de tentar detonar um explosivo no voo comercial.
Mas, na entrevista à “ABC”, Obama insistiu em que a Al Qaeda está enfraquecida e, assim como fizeram outras autoridades dos EUA, afirmou que não há indícios de ligações entre Bin Laden e o fracassado atentado.
“A Al Qaeda em si está enormemente enfraquecida, de onde estava em 2000. O fato de Bin Laden ter emitido uma gravação na qual tentar assumir a autoria do atentado fracassado de um estudante nigeriano indica como está debilitado, porque isso não é algo necessariamente dirigido por ele”, afirmou o líder americano.
O Governo de Obama enfrenta críticas dos republicanos devido a sua resposta ao fracassado atentado de 25 de dezembro e às falhas de segurança que permitiram que Abdulmutallab abordasse um avião com destino aos Estados Unidos.
O pai de Abdulmutallab tinha advertido em 19 de novembro passado as autoridades dos EUA na Nigéria sobre a radicalização de seu filho e as ligações dele com grupos radicais no Iêmen.
Na entrevista, Obama reiterou seu compromisso com a aprovação definitiva da reforma de saúde e, nesse sentido, disse que prefere “ser um bom presidente de um só mandato do que um medíocre de dois”.