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Mundo

O regulador da City qualifica de <i>prioridade global</i> limitar as gratificações

Arquivo Geral

23/09/2009 0h00

Limitar as gratificações que cobram os banqueiros deve ser uma “prioridade global”, na opinião do regulador da City (distrito financeiro) de Londres, Adair Turner.

Em discurso perante representantes do setor e que recolhem hoje vários diários britânicos, lorde Turner afirmou que as gratificações não são um assunto privado dos bancos após se tenham gasto bilhões de libras do erário para escorar o sistema financeiro.

Os banqueiros se preparam a cobrar de novo comissões multimilionárias depois que os bancos que lideram tenham gerado enormes lucro graças, sobretudo à menor concorrência no setor após a quebra de Lehman Brothers.

Segundo Turner, que está à frente da Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido, se pretende que os líderes do G20 se assegurem que os bancos utilizam seus lucros para aumentar suas provisões de capital e não para pagar comissões a seus diretores ou dividendos aos acionistas.

O Conselho de Estabilidade Financeira, criado por causa da cúpula londrina do G20 do abril passado, assinala em seu relatório à cúpula do G20 em Pittsburgh (EUA) que os reguladores da indústria têm “um interesse legítimo” na magnitude das gratificações e em suas “implicações para a conservação do capital”.

Espera-se que o G20 debata a conveniência de ligar as gratificações que se pagam aos banqueiros ao comportamento a longo prazo dessas instituições e não aos lucros a curto prazo.

Turner, que foi nomeado presidente da Autoridade de Serviços Financeiros só dias depois da quebra do banco Lehman Brothers, enfureceu há umas semanas aos banqueiros da City ao qualificar algumas de suas atividades de “socialmente inúteis” e queixar-se da hipertrofia de algumas dessas instituições.

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