O número de mortos nos dois terremotos que abalaram a Venezuela na quarta-feira subiu nesta sexta-feira (26) para pelo menos 920, incluindo vários cidadãos estrangeiros.
Segundo o chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, há mais de 50 mil pessoas desaparecidas.
Veja o que se sabe até agora sobre a identidade das vítimas de outras nacionalidades:
– Dois brasileiros –
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, país que tem fronteira com a Venezuela, informou que dois cidadãos do país — um homem e uma mulher — morreram na tragédia.
O governo anunciou que presta assistência consular aos familiares.
– Quinze portugueses mortos –
O Ministério das Relações Exteriores de Portugal informou que 15 cidadãos portugueses ou descendentes de portugueses morreram nos dois terremotos.
– Cinco espanhóis mortos e 119 não localizados –
Pelo menos cinco espanhóis morreram e há 119 desaparecidos, indicou o Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha, revisando para cima o balanço.
Um balanço anterior indicava que havia quatro espanhóis mortos.
Em 1º de janeiro de 2026, 147 mil espanhóis residiam na Venezuela, segundo dados do Ministério das Migrações da Espanha.
– Um ítalo-venezuelano –
Um homem nascido em Caracas em 1970, cidadão venezuelano e italiano, morreu após o desabamento de um prédio no estado de La Guaira, anunciou o Ministério das Relações Exteriores da Itália. Roma calcula que quase 170.000 pessoas com passaporte italiano vivem na Venezuela.
– Dois chineses –
Dois cidadãos chineses foram confirmados entre as vítimas dos terremotos até a tarde de quinta-feira, informou a agência estatal de notícias Xinhua, que citou a embaixada em Caracas.
A representação diplomática publicou um comunicado na plataforma de mensagens WeChat no qual pede aos cidadãos chineses na Venezuela que “tomem precauções diante de desastres secundários provocados por réplicas e outros terremotos”.
AFP