A companhia MySpace detectou até o momento mais de 29 mil delinqüentes sexuais registrados que utilizavam o popular portal de redes de relacionamento na internet, try informou hoje o promotor do estado da Carolina do Norte, Roy Cooper.
“Esse número inclui só os predadores que se inscreveram usando seus nomes reais e não aqueles que não se registraram, usaram nomes falsos ou não foram ainda condenados”, assinalou o promotor em um documento que inclui diversas propostas para proteger menores dos criminosos sexuais.
O número é quatro vezes superior ao que a empresa tinha estimado no mês passado de maio. O fiscal Cooper e os de outros sete estados dos EUA pediram no mês de maio ao MySpace, que é propriedade da News Corporation, que fornecesse nomes e endereços de centenas de condenados por abusos a menores e que utilizam a rede para fazer seus contatos.
Após alguma resistência inicial, a empresa começou a fornecer dados a todos os estados dos EUA de cerca de sete mil condenados por delitos sexuais que detectou, suprimindo logo em seguida sua presença no portal.
A promotoria de Nova Jersey informou no início deste mês que tinha constado no MySpace a presença de 141 condenados por delitos sexuais nesse estado, dos quais mais da metade estavam em liberdade condicional.
Cooper ressaltou que aqueles sites na internet que encorajam menores a compartilhar informação pessoal e a dialogar na rede com outros, “oferece aos predadores um alvo fácil”.
Por isso, está encorajando os legisladores estaduais a que aprovem normas que exigiriam às redes sociais contar com a permissão dos pais antes que um menor de 18 anos pudesse participar delas e fornecer informação pessoal.
Também propõe o endurecimento das penas para aqueles que peçam relações sexuais através de internet e a proibição aos condenados de delitos sexuais que residam no estado de ter acesso a esse tipo de portal, entre outras restrições.