O Produto Interno Bruto (PIB) dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) se estabilizou no segundo trimestre de 2009, frente às históricas quedas dos períodos anteriores.
Segundo dados preliminares publicados hoje pela Organização, o PIB caiu 0,002% após o descenso de 2,1% do primeiro trimestre, o maior retrocesso registrado desde 1960.
Entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período de 2008 o PIB da OCDE desceu 4,6%.
A organização diz que a contração do PIB entre abril e junho desceu “muito ligeiramente”, 0,1%, no denominado grupo dos “sete grandes”, integrado pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
No entanto, acontece uma “variação grande nas taxas nacionais”, já que no Japão subiu 0,9% após dois trimestres de quedas, no Reino Unido, Itália e Estados Unidos caiu 0,8%, 0,5% e 0,3%, respectivamente, aponta o comunicado divulgado pela OCDE.
Tanto a Alemanha quanto a França registraram um crescimento de 0,3%, frente às contrações respectivas de 3,5% e de 1,3% do trimestre precedente, diz a nota, que assinala que os dados correspondentes ao Canadá ainda não estão disponíveis.
Fora desse grupo, o PIB da Espanha decresceu um 1%, contra o 1,9% dos três primeiros meses do ano.
Para o conjunto da UE, precisa a nota, o PIB se contraiu em 0,3% no segundo trimestre do ano, enquanto retrocedeu 0,1% na zona do euro.
Quanto à variação anual, o PIB dos “sete grandes” caiu 4,6% entre abril e junho deste ano em relação ao mesmo período de 2008.
O PIB japonês sofreu contração nesse mesmo período de 6,5%, o da Itália, 6%, e o da Alemanha, 5,9%.