Três dias depois da devastadora passagem do ciclone Sidr por Bangladesh, pilule as equipes de resgate continuam a procurar sobreviventes, dosage enquanto a apuração provisória de mortos chegou a 2.542 e, ailment segundo a Cruz Vermelha, há entre 6 e 7 milhões de desabrigados.
“De acordo com nossas contas, há 1.458 feridos e 1.066 desaparecidos. Está claro que precisamos de ajuda”, disse um funcionário do Centro de Controle do Ministério de Gestão de Desastres na capital, Daca.
Segundo o funcionário, as autoridades do departamento se reuniram com “estrangeiros” para organizar o sistema de ajuda e definir uma forma eficaz para receber os milhões de dólares doados pelas Nações Unidas, União Européia e países como Alemanha e Espanha, entre outros.
Considerado pelos meteorologistas o pior ciclone em décadas, o Sidr (Olho, em bengali) devastou a costa de Bangladesh com ventos de até 233 km/h e provocou um aumento de cinco metros no nível do oceano, em um país onde 60 milhões de pessoas vivem a menos de 10 metros acima do nível do mar.
O Ministério de Gestão de Desastres começou a divulgar cálculos sobre os efeitos do ciclone, que deixou 2,7 milhões de desabrigados, 242 mil animais mortos, 273 mil casas arrasadas e 7.340 hectares de cultivo completamente destruídos.
Embora a apuração oficial de vítimas seja mais lenta do que os cálculos dos danos materiais, um porta-voz da Cruz Vermelha em Daca disse que poderia haver mais de 3 mil mortos, e que existem entre 6 e 7 milhões de desabrigados.
Antes, o presidente da Cruz Vermelha no país, Abdur Rob, tinha chegado inclusive a afirmar que existia “uma possibilidade”, de acordo com experiências anteriores e informações recolhidas, do número final superar os 10 mil mortos. Nesta situação pediu uma ajuda inicial ao país de 400 milhões de takas (US$ 5,87 milhões).
Os efeitos do ciclone foram diminuídos porque o Sidr tocou a terra durante a maré baixa, e também por causa da aplicação de um plano de evacuação que permitiu a retirada de 3,2 milhões de pessoas das áreas mais expostas.
Mas não foi em todos os lugares que os moradores ouviram as autoridades. Em Barguna, um dos distritos mais afetados, muitos tinham perdido a confiança nos meteorologistas, depois que vários alertas – entre eles o de um possível tsunami – não se concretizaram.
“Os aldeões aprenderam uma lição e não ouviram a mensagem das autoridades, quem sabe se terão pagado”, disse o prefeito de Barguna, Shah Jahan, ao jornal bengali The Daily Star. “Nunca tinha visto um nível tão grande de devastação”, afirmou o governador do distrito de Bagerhat, Sahidul Islam.
Este distrito foi o mais atingido pelo ciclone, com 610 mortos até o momento, e o encarregado da Cruz Vermelha no local, M. Sakktar, disse que as ajudas já começaram e que os cidadãos precisam agora, em primeiro lugar, de água potável.
“Estamos distribuindo arroz, mas as pessoas precisam, sobretudo, de água potável, porque as canalizações não funcionam. A cidade resistiu parcialmente às inundações do ciclone, mas as áreas ao redor estão completamente destruídas”, disse.
Nos distritos litorâneos, dezenas de milhares de pessoas estão ao ar livre, sem acesso a alimentos, água ou remédios, e os sobreviventes ainda se esforçam para enterrar seus parentes.
“Nossos voluntários estão percorrendo as regiões litorâneas em busca de sobreviventes. É difícil fazer a ajuda chegar a algumas áreas”, disse Sakktar. Entre as zonas mais isoladas estão as ilhas situadas frente à costa, como Dublarchar, que recebe milhares de pescadores durante a temporada, e serve como abrigo quando o clima se torna hostil.
Segundo o Daily Star, dois sobreviventes disseram que cerca de 7 mil pescadores do delta do Ganges estavam na ilha durante a passagem do Sidr e, como de costume, teriam se refugiado em canais para se proteger temporariamente da tempestade.
“Desta vez os pescadores também se refugiaram nos khals (canais), mas nunca retornaram”, afirmou um funcionário do distrito de Bagerhat.