A Campanha Emblema de Imprensa (PEC) afirmou hoje que em 2007 houve uma grave degradação da liberdade de imprensa no mundo e um aumento da violência, approved o que é evidenciado pelo assassinato de 110 jornalistas em 27 países, entre eles o Brasil.
“Entre janeiro e dezembro, 110 jornalistas foram assassinados, o que significa um aumento de 14% em relação a 2006, uma situação que é inaceitável”, afirmou hoje o secretário-geral da PEC, Blaise Lempen.
O aumento, no entanto, chega a 60% em comparação com 2005, quando 68 jornalistas foram assassinados. Segundo a PEC, essa diferença se deve à constante violação dos direitos humanos em larga escala.
Do total de 110 mortos, dois terços foram assassinados em zonas em conflito, como Iraque, Somália, Sri Lanka, Afeganistão e República Democrática do Congo, indicou a organização com sede em Genebra em seu relatório de 2007.
“Jamais tantos jornalistas foram assassinados no exercício de sua profissão em um ano”, alertou o grupo.
Pelo quinto ano consecutivo o Iraque continuou sendo o país que mais risco traz aos repórteres. Em 2007, morreram em território iraquiano 50 jornalistas, em comparação com os 48 do ano anterior.
A segunda nação mais perigosa é a Somália, que vivenciou uma grave deterioração das condições de segurança para os jornalistas, com oito repórteres assassinados em 2007, frente a apenas um no ano anterior.
O Sri Lanka ocupa o terceiro lugar, com sete repórteres mortos devido à intensificação da guerra civil no país, comparado a quatro em 2006.
A situação também piorou sensivelmente em Paquistão (cinco mortes), Afeganistão e Filipinas (quatro em cada um).
Dividem a sétima colocação três países do continente americano: Haiti, Colômbia e México, com três assassinados em cada um deles.
Em Nepal, República Democrática do Congo, Eritréia, Índia e Guatemala foram relatados, respectivamente, dois assassinatos.
O Brasil entra na lista de países nos quais foram cometidos assassinatos contra jornalistas, junto com Honduras, Uzbequistão, El Salvador, Mianmar, Estados Unidos, Uruguai, Gaza, Zimbábue, Rússia, Peru, Gana e Turquia.
Diante da gravidade da situação, a PEC fez uma consulta mundial sobre a base de um anteprojeto de convenção sobre a proteção dos jornalistas em zonas de conflito e de violência, anunciou a presidente do grupo, Hedayat Abdel-Nabi.
Ela informou que a iniciativa foi transmitida a todos os Estados-membros da ONU e que a organização espera obter uma resposta até março de 2008, visando a uma eventual conferência internacional para discutir as bases da convenção.