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Novo promotor é nomeado para instruir caso eleitoral contra Trump

Após a destituição de Fani Willis e recusas de outros candidatos, Peter Skandalakis assume a investigação estadual contra Trump e 14 aliados, enquanto indultos federais e decisões judiciais moldam o cenário jurídico do presidente

Redação Jornal de Brasília

14/11/2025 17h34

Foto: SAUL LOEB / AFP

Foto: SAUL LOEB / AFP

Um novo promotor foi nomeado nesta sexta-feira (14) no estado da Geórgia, no sudeste dos Estados Unidos, para conduzir o caso contra o presidente Donald Trump e outras 14 pessoas acusadas de tentar reverter ilegalmente os resultados das eleições presidenciais de 2020.

Embora um julgamento contra Trump tenha parecido enquanto ele para presidente, o mesmo não ocorre com seus coacusados, entre eles seu ex-advogado Rudy Giuliani e seu ex-chefe de gabinete Mark Meadows.

Na semana passada, o presidente republicano indultou 77 pessoas envolvidas nesse caso, entre as quais estavam Giuliani e Meadows.

No entanto, esses indultos são aplicados apenas à Justiça federal.

Em dezembro de 2024, após a eleição de Trump, a Justiça da Geórgia tentou a destituição da promotora Fani Willis devido a um relacionamento sentimental com um investigador que ela mesma havia contratado para esse caso.

O prazo para a promotoria da Geórgia nomear um novo promotor se encerraria nesta sexta-feira, caso contrário, o processo seria arquivado.

O promotor Peter Skandalakis anunciou em um comunicado que havia sido nomeado para assumir o caso, após se candidatar depois de contatar vários colegas que recusaram o oferecimento.

“Meu único objetivo é garantir que este caso seja cronológico de maneira adequada, justa e com total transparência”, afirmou.

Os dois casos federais contra Trump – por tentativa ilegal de reverter os resultados das eleições de 2020 e por retenção de documentos encontrados após sua saída da Casa Branca – foram arquivados depois da eleição do presidente em novembro de 2024, sob a política do Departamento de Justiça de não acusar nem processar um presidente em exercício.

Por outro lado, Trump foi condenado criminalmente no estado de Nova York por pagamentos ocultos à atriz pornô Stormy Daniels, mas obteve uma autorização de pena em janeiro, dez dias antes de tomar posse.

AFP

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