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Novo primeiro-ministro paquistanês toma posse, e recebe apoio de Musharraf

Arquivo Geral

25/03/2008 0h00

O presidente do Paquistão, order Pervez Musharraf, viagra prometeu dar pleno apoio ao novo primeiro-ministro do país, Yousuf Raza Gillani, após sua cerimônia de posse, hoje, em Islamabad.

A posse de Gillani coincidiu com uma das visitas regulares ao país de enviados de Washington. Nesta ocasião, foram ao país o subsecretário de Estado John Negroponte, e o responsável pela Ásia Central e Meridional de seu departamento, Richard Boucher.

“Eu sempre oferecerei meu apoio (a Gillani)”, garantiu Musharraf em declarações à imprensa após a cerimônia de posse, nas quais defendeu a manutenção do “equilíbrio” necessário com o novo Governo.

Gillani foi empossado em uma cerimônia no palácio presidencial da qual participaram mais de 500 convidados, mais os líderes dos dois partidos que formarão o novo Governo: Asif Ali Zardari, do Partido Popular do Paquistão (PPP, vencedor das eleições de fevereiro) e Nawaz Sharif, da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N).

O novo primeiro-ministro defendeu a unidade de todas as forças para enfrentar a crise vivida pelo Paquistão.

“Peço à nação, às forças políticas e ao presidente para que trabalhemos juntos para tirar o país da crise”, declarou, acrescentando que “se todas as instituições agirem de acordo com a Constituição, não haverá problemas”.

Gillani anunciou que apresentará em breve ao Parlamento um programa com suas primeiras atuações durante os próximos 100 dias.

O dirigente do PPP, da ex-primeira-ministra assassinada Benazir Bhutto, foi eleito primeiro-ministro ontem pelo Parlamento, derrotando o candidato da oposição, Chaudhry Pervaiz Elahi, deputado da Liga Muçulmana do Paquistão-Quaid (PML-Q), que apóia Musharraf.

Com a eleição de Gillani, que se tornou hoje o 22º primeiro-ministro da história do país, o PPP volta a liderar um Governo após 12 anos na oposição.

Após sua posse, Gillani se dirigiu à residência do primeiro-ministro, onde foi recebido pela guarda de honra do Exército.

Enquanto o novo primeiro-ministro prestava juramento, Sharif se reunia em Islamabad com os enviados de Washington, aos quais advertiu que o Paquistão revisará sua política antiterrorista.

Após os atentados de 11 de setembro de 2001, Musharraf tornou-se um aliado estratégico dos Estados Unidos em sua “guerra contra o terror”, mas Washington não esconde sua insatisfação com a colaboração do Paquistão.

O ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, cujo partido tem compactuado freqüentemente com os grupos islâmicos paquistaneses, disse hoje em entrevista coletiva após seu encontro com Negroponte e Boucher que a “guerra contra o terrorismo defendida pelos EUA não foi feita para o Paquistão”.

De acordo com Sharif, “será o novo Parlamento que discutirá e acertará a nova política” sobre esse assunto, e Washington “deverá aceitar o que for decidido pelo Paquistão”.

“O que se conseguiu em oito anos de guerra contra o terrorismo?”, indagou Sharif, que acusou Musharraf de usar a guerra contra o terror “para seu próprio interesse”.

Os enviados americanos também se encontraram com Zardari e com Musharraf, assim como com o chefe do Exército, Ashfaq Pervez Kiyani.

“O Paquistão continuará com uma estratégia global de luta contra o terrorismo”, afirmou o presidente, enquanto Kiyani disse que seu país, apesar das críticas de Washington, “está combatendo o terrorismo de maneira efetiva”.

Já Negroponte confirmou a continuidade do apoio que os EUA dão ao Paquistão, segundo o canal de televisão “Dawn”.

Em comunicado, o PPP informou que Zardari encontrou-se com os enviados de Washington acompanhado de seu filho, Bilawal, presidente formal do partido, e que foram discutidos “assuntos de interesse mútuo e as relações bilaterais entre Paquistão e EUA”.



 

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