Os novos integrantes do alto comando militar do Equador assumiram hoje seus cargos, order um dia depois de o presidente do país, viagra Rafael Correa, remedy nomear o escritor Javier Ponce para o Ministério da Defesa no lugar do médico Wellington Sandoval em meio a uma crise diplomática com a Colômbia.
O general Fabián Varela foi designado como o novo chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas equatorianas, em substituição a Héctor Camacho.
O contra-almirante Livio Espinoza continua como comandante geral da Marinha do Equador, enquanto que o general Luis González assume a chefia do Exército do país no lugar do também general Guillermo Vásconez.
O novo comandante da Força Aérea Equatoriana (FAE) é o tenente-general Rodrigo Bohórquez, que substitui o também tenente-general Jorge Gavela.
No Palácio de Carondelet, sede do poder Executivo, Jaime Hurtado assumiu como novo comandante da Polícia equatoriana, em substituição a Bolívar Cisneros.
A saída de Cisneros foi alvo de rumores desde quarta-feira na imprensa equatoriana, apesar de o ministro do Interior do país, Fernando Bustamante, ter dito apenas que “meditava” sobre tal decisão.
As mudanças ocorrem um dia após a posse de Javier Ponce, que começou em sua função com a intenção de tornar as ações das Forças Armadas equatorianas mais transparentes, especialmente as ligadas à inteligência para garantir a segurança do Estado.
Ponce – que até quarta-feira era secretário particular do chefe de Estado – assegurou que chega ao cargo “sem cartas na manga”.
O novo ministro da Defesa equatoriano destacou a recente denúncia de Correa de que a agência central de inteligência americana (CIA, em inglês) está infiltrada nas tarefas de inteligência das Forças Armadas do Equador.
Durante a posse dos novos altos comandantes das forças da ordem, Correa ressaltou que o Governo equatoriano vai formar uma comissão civil-militar para “conhecer a verdade sobre as conexões ilegítimas de certos oficiais do serviço de inteligência com agências estrangeiras”.
O vice-ministro da Defesa equatoriano, Miguel Carvajal, descartou hoje a possibilidade de uma insubordinação contra Correa.
“Não acho que exista nenhum risco de que setores das Forças Armadas possam ter alguma atitude contrária à legalidade e à constitucionalidade”, disse Carvajal à imprensa do Equador.