Os nove foram declarados culpados pelo assassinato de Mohammed Taha, redator-chefe do jornal “Al Wifaq”, ocorrido em setembro de 2006.
Taha foi sequestrado e decapitado em Cartum depois de membros de uma tribo sudanesa de Darfur o terem acusado de publicar um texto difamatório contra eles.
No editorial publicado, o assassinado dizia que o adultério era um fato habitual na tribo Al Fur, a principal na região de Darfur.
A tribo considerou que o texto era um insulto para eles e o jornalista pediu desculpas, o que não impediu que fosse assassinado.
Taha foi raptado em frente a sua casa e foi decapitado para que seu corpo sem cabeça fosse deixado em uma região remota de Cartum.
Após o crime, mais de 60 pessoas foram detidas e finalmente nove foram condenadas a morte e outra a uma pena de quatro anos de prisão.
Em sua sentença, o juiz qualificou os fatos como um “crime desviado e estranho” na sociedade sudanesa e assegurou que o castigo pretendia ser exemplar.
Os condenados sempre insistiram em sua inocência.
Cinco dos familiares do jornalista assassinado presenciaram, em meio a grandes medidas de segurança, o enforcamento dos condenados, após serem convidados pelas autoridades.