A rede de TV belga “VTM” disse hoje que também recebeu uma carta com ameaças de morte à rainha Fabíola, a segunda revelada em dois dias e que já está sendo investigada pelas autoridades.
A carta chegou há várias semanas, mas sua existência só foi divulgada depois que o jornal “La Derniere Heure” anunciou ontem que recebera uma mensagem ameaçando a monarca.
A mensagem enviada ao canal “VTM”, bem como a recebida pelo “Derniere Heure”, foi entregue à Polícia para que possa ser investigada.
O Centro de Coordenação e Crise do Governo pediu que o Órgão de Coordenação para a Análise de Ameaças (OCAM) avalie a seriedade das mensagens e estude eventuais medidas de proteção, segundo a rede de TV francófona “RTL”.
Esta emissora disse que a carta recebida pela “VTM” exige que a rainha Fabíola doe “suas terras e dinheiro” a uma associação de ajuda aos desabrigados. Caso contrário, “cinco balas a afundarão para sempre no inferno”.
A mensagem, enviada pelo correio da cidade de Gante (oeste), “provavelmente” é obra “de alguém que quer chamar a atenção, possivelmente um louco”, declarou o diretor de jornalismo da “VTM”, Jeroen Wils.
A carta recebida na segunda-feira pelo “Derniere Heure” também continha ameaças de morte contra a cunhada do rei da Bélgica, Alberto II.
Em maio do ano passado, as autoridades já haviam investigado uma mensagem enviada ao mesmo jornal, que alertava sobre o suposto plano de um grupo flamengo para assassinar a rainha Fabíola com um tiro durante o dia do país, em 21 de julho.
Fabíola de Mora e Aragão, de 81 anos e origem espanhola, casou-se em 1960 com o rei Balduíno da Bélgica, morto em 1993, aos 63 anos.
Desde então, ela mantém o título de rainha, também pertencente à Paola, mulher do rei Alberto II, e, em suas últimas aparições públicos, chamou a atenção pelo estado físico frágil.