“Esta ação é outra demonstração do atraso de Mianmar (antiga Birmânia) e levanta dúvidas sobre a credibilidade das anunciadas eleições de 2010”, disse o ministro de Assuntos Exteriores neozelandês, Murray McCully, em alusão ao pleito que a Junta militar pretende realizar no próximo ano e que são vistos com ceticismo pelos analistas internacionais.
McCully acrescentou que o único crime que Suu Kyi cometeu foi o de lutar pelos direitos de seu povo e contra a repressão.
A transferência de Suu Kyi ao presídio de Insein, nos arredores de Yangun, aconteceu 13 dias antes que vencer o prazo da prisão domiciliar que cumpria desde 2003.
A Junta Militar birmanesa acusou Suu Kyi, de 63 anos e que sofre de problemas de saúde, de proteger um criminoso e alterar a estabilidade do Estado, em relação ao americano que visitou sua casa e foi detido ao deixar o local, no dia 6 de maio passado.
As duas mulheres que cuidam há anos da líder opositora birmanesa, uma mãe e sua filha, também foram levadas a Insein acusadas de cumplicidade.