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Mundo

Nova onda de protestos na Síria termina com pelo menos 40 mortos

Arquivo Geral

28/10/2011 14h21

Pelo menos 40 pessoas morreram nesta sexta-feira (28) por disparos das forças de segurança no centro da Síria em uma nova onda de protestos maciços contra o regime de Bashar al Assad, informou o Observatório sírio de Direitos Humanos.

Em comunicado, o grupo opositor divulgou a morte de 21 pessoas na província de Homs e de 12 em Hama, ambas no centro do país, que aconteceram depois das orações que marcaram o início das manifestações.

Na maioria dos bairros da cidade de Homs, houve concentrações que foram duramente reprimidas pelas forças leais a Assad.

Também, nos arredores da cidade de Hama, capital da província de mesmo nome, morreram duas pessoas por ferimentos sofridos ontem.

Além disso, na localidade de Tesil, na província meridional de Deraa, duas pessoas perderam a vida, declarou o agrupamento opositor, que também revelou que mais de cem pessoas ficaram feridas e que o número de detidos superou os 500.

As forças de ordem também atacaram os manifestantes em Hama, enquanto na província de Deir ez Zor, no leste da Síria, os tiroteios puderam ser ouvidos nos arredores das mesquitas de várias regiões.

Na província setentrional de Idleb, pelo menos 13 pessoas foram presas e na zona de Rif Damasco, nos arredores da capital também houve detenções.

A agência oficial de notícias “Sana” informou que milhares de pessoas se reuniram na cidade litorânea de Latakia, no noroeste sírio, em rejeição à intromissão estrangeira.

O regime de Assad considera que os opositores são integrantes de grupos armados que buscam desestabilizar o país com apoio do exterior, e nega as críticas internacionais, onde organismos como as Nações Unidas e países como os Estados Unidos, pediram que seu governo interrompa a repressão violenta contra os civis.

Estas informações não foram confirmadas oficialmente devido às restrições impostas pelo regime de Damasco aos jornalistas.

Desde meados de março, a Síria é palco de revoltas populares contra o regime de Assad, onde morreram 3 mil pessoas, segundo os últimos números da ONU.

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