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Mundo

Nova greve no metrô de Buenos Aires deixa 1 milhão a pé

Arquivo Geral

10/11/2009 0h00

As seis linhas do metrô de Buenos Aires, que costumam levar um milhão de passageiros diariamente, ficaram hoje totalmente paralisadas devido a uma nova greve, a segunda em menos de uma semana.

O protesto de 24 horas foi convocado dentro de uma polêmica que já é discutida há 14 meses no Ministério do Trabalho. Os funcionários do metrô querem se desligar dos motoristas de ônibus e fundar seu próprio sindicato.

A greve também acontece em repúdio às agressões sofridas dias atrás por parentes de um dirigente sindical em um refeitório dos arredores de Buenos Aires.

O sindicalista Néstor Segovia, um dos coordenadores dos grevistas, vinculou o incidente violento com a greve realizada por funcionários do metrô, pelos mesmos motivos, na quinta-feira passada por 18 horas.

O presidente do sindicato UTA (motoristas de ônibus), Roberto Fernández, reivindicou hoje que as autoridades nacionais ordenem a intervenção dos organismos de segurança “para garantir o direito de trabalhar”.

“A extrema-esquerda está utilizando este conflito de inscrição gremial (…) para gerar caos e pôr em perigo com suas atitudes a vigência da democracia”, advertiu Fernández.

Já o sindicalista Néstor Segóvia acusou a empresa Metrovías, que opera o serviço, de “gerar uma manobra dolosa e embusteira ao enganar o público dizendo que prestaria um serviço de emergência quando, na verdade, ontem à noite retiraram todos os trens”.

O juiz federal Ariel Lijo analisa hoje uma apresentação da companhia, que pediu a intervenção da polícia para garantir a prestação de serviço nas linhas de metrô.

Manifestantes bloquearam hoje as bilheterias na estação de trens de Constituición, a maior do país, em apoio à greve dos funcionários do metrô.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, exigiu nesta segunda-feira o fim dos enfrentamentos no país e falou de “fatos provocados e outros reais”, em referência ao clima de tensão vivido nas últimas semanas.

A paralisação do metrô se junta a outras mobilizações de protesto que bloqueiam acessos à capital argentina, como acontece quase diariamente nos últimos anos.

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