O espanhol Joaquín Almunia, proposto como comissário de Concorrência e um dos vice-presidentes da Comissão Europeia (órgão executivo do bloco), defenderá seu valor para o cargo amanhã, dia 12.
Almunia, segundo antecipou nas respostas por escrito que enviou à Eurocâmara, deve defender a necessidade de apoiar as ações dos Estados-membros para sair da crise.
Embora 14 candidatos a comissários já faziam parte do Executivo do bloco que está saindo (embora em pastas diferentes), o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, advertiu que os exames serão “duros e rigorosos”.
Há cinco anos, por exemplo, o Parlamento já forçou a substituição do candidato italiano para a pasta de Justiça, Liberdade e Segurança, Rocco Butiglione, por seus comentários contra os homossexuais e as mães solteiras, e acabou sendo substituído por Franco Frattini.
Os 27 candidatos a formar a nova Comissão terão que defender sua idoneidade perante as comissões do parlamento encarregadas de suas competências durante sessões públicas de três horas, em processo que se prolongará durante toda a semana em Bruxelas e se completará nos dias 18 e 19 de janeiro na sede parlamentar de Estrasburgo (França).
Após cada audiência, as comissões parlamentares debaterão a idoneidade do candidato e enviarão um relatório por escrito à Conferência de Presidentes.
A votação final, na qual o plenário da Eurocâmara só pode aprovar ou rejeitar em bloco o colégio de comissários, será realizada no dia 26 de janeiro, em uma sessão extraordinária que será realizada em Bruxelas.
Só se nesse dia os parlamentares derem seu sinal verde, a nova Comissão poderá começar a funcionar.