O ex-ditador panamenho Manuel Antonio Noriega assegurou hoje que preparava “uma transição” para “uma democracia”, quando a invasão americana de dezembro de 1989 acabou com seu regime e ele foi capturado pelas tropas desse país.
“Eu seria a pessoa” que dirigiria essa transição para uma “democracia com eleições”, disse Noriega perante o Tribunal Correcional de Paris, que o julga por ter lavado na França dinheiro obtido no tráfico de drogas entre Colômbia e Estados Unidos.
Questionado pela presidente do tribunal, Agnès Quantin, sobre sua chegada ao poder, Noriega relatou que, com a morte do general Omar Torrijos, em 1981, em acidente de aviação, dois comandantes o sucederam e, ao terminar seus respectivos mandatos, ele assumiu “o comando”.
O julgamento contra Noriega, repetição de outro realizado em 1999 em sua ausência no qual foi condenado a dez anos de prisão e a uma multa de 11,4 milhões de euros (cerca de US$ 14 milhões), terminará amanhã com as alegações da promotoria.