“Segundo certos relatórios (…) houve centenas de detenções. Um total de 500 em todo o país. Se o poder continuar reagindo tão brutalmente e sem inteligência, temo que aconteçam danos sérios e talvez o início de uma guerra civil”, comentou a advogada, juíza e escritora de 52 anos ao jornal.
Shirin, que dirige o Centro de Defensores dos Direitos Humanos, proibido no Irã desde dezembro do ano passado, assegurou que os voluntários da ONG continuam trabalhando no terreno e “tentam reunir informações e publicar comunicados em seu site da internet”.
“São ameaçados e fustigados a cada dia e pedimos sem cessar que deixem suas atividades e saiam do país”, acrescentou Shirin.
Ela saiu do Irã um dia antes das eleições, para participar de um seminário organizado em Madri e seguiu o conselho de pessoas próximas, que lhe recomendaram não retornar ao Irã para se reunir com sua família, dada a situação de agitação social vivida no país.
“Sou mais útil no exterior do que dentro do país”, onde o regime censura suas atividades, assegurou a Nobel da Paz.