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Netanyahu pede a Abbas retomada do diálogo para paz

Arquivo Geral

20/10/2009 0h00


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu hoje ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para retomar o diálogo a fim de colocar fim ao conflito no Oriente Médio, com base em uma solução de dois Estados.

Em discurso esta noite em Jerusalém, em um fórum promovido pelo presidente israelense, Shimon Peres, Netanyahu pediu ao presidente da ANP para “dirigir seu povo rumo à paz”, para que israelenses e palestinos “possam colocar fim ao conflito de uma vez por todas”.

“Chegou o momento de nossas duas nações poderem viver uma junto à outra em paz e segurança”, afirmou Netanyahu, segundo a imprensa local.

As conversas de paz entre israelenses e palestinos estão paralisadas desde janeiro, quando a ANP decidiu suspendê-las em meio à ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.

Netanyahu manifestou suas intenções de retomar o diálogo sem condições prévias, enquanto Abbas condiciona qualquer retomada a que Israel pare a construção nos assentamentos judaicos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

Antes do comparecimento do primeiro-ministro, Peres, que pronunciou o discurso inaugural da conferência, reiterou o apoio de Israel a uma solução de dois Estados.

A conferência começou hoje e durará três dias, nos quais dirigentes políticos, acadêmicos e analistas avaliarão os desafios e dilemas enfrentados pelos líderes mundiais, em particular a crise financeira global e a situação no Oriente Médio.

Peres tinha convidado o presidente americano, Barack Obama, para a reunião, mas este não pôde comparecer e enviou em seu lugar a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, segundo fontes oficiais americanas.

Rice, que comparecerá na conferência, deve se reunir com Netanyahu e Abbas durante sua visita de três dias à região.

Entre os que participam do fórum estão o alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Javier Solana; o enviado especial do Quarteto para Oriente Médio, Tony Blair; e o ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar.

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