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Netanyahu garante acesso de patriarca latino ao Santo Sepulcro após protestos

O primeiro-ministro israelense atendeu a indignação internacional e instruiu autoridades a permitir celebrações religiosas no local sagrado.

Redação Jornal de Brasília

30/03/2026 9h20

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Foto: AFP

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu anunciou nesta segunda-feira (30) que o patriarca latino de Jerusalém terá acesso imediato à Igreja do Santo Sepulcro, após ter sido impedido pela polícia de entrar para celebrar a missa do Domingo de Ramos, o que gerou indignação internacional.

“Embora compreenda essa preocupação, assim que tomei conhecimento do incidente com o cardeal Pizzaballa, instruí as autoridades a permitirem que o patriarca realizasse as celebrações religiosas de acordo com o seu desejo”, afirmou Netanyahu. O gabinete do primeiro-ministro destacou que não houve intenção maliciosa, apenas preocupação em garantir a segurança do cardeal.

Considerando que a Semana Santa está começando para os cristãos de todo o mundo, as forças de segurança israelenses estão elaborando um plano para permitir que os líderes religiosos orem no Santo Sepulcro nos próximos dias. Israel pediu aos fiéis cristãos, judeus e muçulmanos que se abstenham temporariamente de visitar os locais sagrados da Cidade Velha por razões de segurança, afirmando que esses locais foram recentemente alvos de mísseis balísticos disparados do Irã.

Um comunicado conjunto divulgado no domingo (29) pelo Patriarcado Latino de Jerusalém e pela Custódia da Terra Santa lamentou que, como resultado dos ataques, e pela primeira vez em séculos, os chefes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro. O cardeal Pierbattista Pizzaballa e o custódio Francesco Ielpo, chefe dos Franciscanos da Terra Santa, foram impedidos de prosseguir viagem e obrigados a regressar, classificando o ato como um grave precedente que demonstra falta de consideração pelos sentimentos de milhares de pessoas em todo o mundo que voltam os olhares para Jerusalém nesta semana.

O incidente ocorre no contexto da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, quando as autoridades israelenses proibiram grandes aglomerações em sinagogas, igrejas e mesquitas, incluindo a Mesquita de Al-Aqsa, durante o mês sagrado do Ramadã, limitando as reuniões públicas a aproximadamente 50 pessoas. A polícia justificou a decisão citando a complexidade da Cidade Velha e dos locais sagrados, que dificultam o acesso rápido dos serviços de emergência em caso de ataque, representando risco real para vidas humanas.

Em meados de março, destroços de mísseis e interceptadores caíram na Cidade Velha, particularmente perto da Mesquita de Al-Aqsa e da Igreja do Santo Sepulcro, após ataques iranianos.

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